SUA CARREIRA - No universo dos computadores
Desde 2006, quando o MEC padronizou a nomenclatura dos cursos de
tecnologia, o profissional que atuava no processamento de dados passou a ser
designado como analista de sistemas. A formação atende a um dos campos de
trabalho mais promissores, que envolve soluções computacionais inovadoras para o mercado da tecnologia.
Na Universidade do Norte do Paraná (Unopar), o curso de Tecnólogo em
Análise e Desenvolvimento de Sistemas possui a duração de três anos - em regime semestral - e é voltado para as disciplinas práticas. De acordo com a
coordenadora do curso, Iolanda Claudia Sanches Catarino, a formação oferece
conhecimentos fundamentais e amplos em sistemas computacionais e tecnologias da informação. A coordenadora explica ainda que os tecnólogos podem atuar em quatro frentes de trabalho: análise de sistemas, programação, redes de computadores e bancos de dados. ''Dentro dessas vertentes principais, o analista de sistemas é o profissional melhor remunerado. E, além das vagas nas empresas privadas, essa carreira oferece a possibilidade de concorrer aos concursos públicos'', explica.
Iolanda Catarino afirma que o campo de trabalho na área de tecnologia de
sistemas é promissor e está gerando uma procura muito grande por jovens que
concluem o ensino médio e por aqueles que já estão no mercado de trabalho, mas que sentem falta do diploma para subir na carreira. ''Nos últimos dois anos, o mercado está aquecido, o que aumenta a demanda por profissionais qualificados, principalmente em Londrina e região. Nessa área, a grande maioria dos universitários é absorvida pelo mercado, pois existe uma rotatividade muito grande. Os melhores se deslocam para os grandes centros, gerando novas vagas locais até mesmo para os menos experientes'', diz. A coordenadora comenta ainda que as próprias empresas procuram mão de obra nas universidades e que os estagiários acabam sendo efetivados em um espaço de tempo bastante curto.
Jaime Geraldo da Silva, professor do curso de Tecnólogo em Análise e
Desenvolvimento de Sistemas da Faculdade Paranaense (Faccar), de Rolândia, destaca que os cursos de tecnologia se diferenciam por facilitar a entrada dos alunos no mercado de trabalho, pois a formação de tecnólogo é voltada para atividades práticas. ''Além disso, incluímos na grade curricular disciplinas que envolvem a gestão administrativa das empresas para que os estudantes entendam a estrutura de funcionamento de uma corporação'', completa.
Rafael Naldi já trabalhava na área de tecnologia há dez anos quando
resolveu aprimorar seus conhecimentos e correr atrás do diploma. Ele conta que entrou no universo dos computadores quando prestava assistência para manutenção
de equipamentos e, naturalmente, acabou evoluindo para o desenvolvimento de programas. Quando iniciou a graduação era funcionário de uma empresa e hoje, antes mesmo de concluir o curso, já é dono do seu próprio negócio. Sua empresa, a AR Soft, é especializada no desenvolvimento de softwares para gestão empresarial e agrícola e ainda presta consultoria para seus clientes, além do desenvolvimento de produtos exclusivos. ''Me identifiquei muito com o curso e o aprendizado está sendo muito importante para minha qualificação. No entanto, a carreira de análise e desenvolvimento de sistemas depende muito do empenho do aluno'', comenta.
Ozéias Godoy também teve boas oportunidades profissionais desde que iniciou
a graduação. Aproximadamente um ano depois que ingressou na faculdade trocou a profissão de porteiro pelo trabalho de programador na Agrorezende, onde desenvolve programas para controle de equipamentos: ''Em pouco tempo fui efetivado e estou muito feliz com a nova carreira'', afirma. Ele ainda participa
de projetos interdisciplinares, que inserem os alunos em atividades práticas.
''No Projeto Promídia trocamos experiências com estudantes de outros cursos e pesquisamos soluções para melhorar o desempenho dos dispositivos móveis'', relata. Estimulado com a produção de artigos científicos para revistas
acadêmicas, Godoy faz planos para o futuro: ''Se eu conseguir uma bolsa,
pretendo cursar uma pós-graduação e me especializar cada vez mais'',
finaliza.
Giovana Chiquim
Especial para a
FOLHA